AMAN75-83
O tema é: Atitude

BRASIL 4 x 0 LULA

Por: FRANCISCO VANDERLEI TEIXEIRA DE OLIVEIRA - CEL
Em: 27 de JANEIRO de 2018

BRASIL 4 x 0 LULA – goleada convincente


Na peleja entre o bem e o mal saiu vitoriosa a brilhante equipe brasileira, composta por um juiz e três desembargadores, que levou o ex-presidente Lula a uma derrota acachapante pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do apartamento tríplex em Guarujá-SP.

A nossa torcida foi brindada pelo desempenho magnifico da seleção de profissionais do direito que determinou a imposição da justiça, agindo de acordo com as leis e não se curvando as pressões de partidos ou da torcida adversária.

Sergio Moro, gol de honra. Ao condenar o réu Lula da Silva, não era qualquer pé rapado, foi zeloso em se aprofundar nos detalhes do processo levantando todas as hipóteses imagináveis. Extremamente criterioso e cônscio do seu papel traçou a sua linha de ação e buscou as provas documentais e testemunhais que lhe permitiram condenar Lula a uma pena de nove anos e seis meses. Fez renascer a esperança na justiça brasileira, que estava um tanto adormecida e desacreditada pelas demonstrações de falta de critério e de profissionalismo por parte de algumas figuras destacadas dos tribunais superiores.

João Pedro Gebran, um a zero. Ao relatar, de forma criteriosa, o recurso da defesa de Lula contra a condenação de Moro deixou clara a confiança no trabalho exemplar do Juiz. Como não poderia deixar de ser, fez calar a todos os que ainda alegavam uma “perseguição politica” sobre o condenado, refutando os argumentos da defesa e dos apoiadores do meliante sobre essa possibilidade. Os crimes existiram e foram por demais comprovados nos autos. Desfez-se a “mentira” do Lula e de sua defesa inconsistente e prevaleceu a decisão da justiça, que merece respeito. Agravou a pena para doze anos, em regime fechado, em virtude da posição destacada que ocupava a autoridade quando cometeu os crimes.

Leandro Paulsen, dois a zero. Como revisor do voto teve a sensibilidade para seguir a única linha de raciocínio plausível, a de confirmação de todos os parâmetros da analise já realizada pelo relator e a manutenção da condenação no novo patamar. A garantia da rejeição do recurso da defesa fez desmoronar a crença imoral de que era possível um tribunal federal revisor de segunda instância se submeter às artimanhas incansáveis dos advogados. A farsa desmontada tomou conta das ruas e os incautos movidos a pão com mortadela começaram a abandonar o barco. Os lideres dos sonhos irrealizáveis perderam o raciocínio curto ao verem o castelo desmoronar diante da justiça. A agressividade antes perpetrada para a condução do rebanho deu lugar ao desespero em busca de fato novo que guiasse os rumos incertos do discurso vazio.

Victor Laus, três a zero. Com o voto decisivo para a continuidade da moralização do julgamento foi objetivo e contundente nas suas convicções seguindo a mesma linha adotada pelos antecessores. Fez-se provocador da afirmação da unanimidade, o que eleva o TRF4 como mantenedor das prerrogativas legais sobre a sua autonomia. Impôs a inelegibilidade do Lula por oito anos em virtude da decisão colegiada e deixou encaminhada a prisão do condenado logo após os recursos nesse tribunal. Usando argumentação técnica impecável fecha as portas para eventuais aventuras da defesa em qualquer foro a que se proponha.

O TRF4 coloca os tribunais superiores na berlinda diante da lição de simplicidade, objetividade, linguagem acessível, foco na argumentação e ausência de traços de vaidade. Reafirmou aos assistentes de palco das manifestações da esquerda que até eles são capazes de entender que foram ludibriados pelo seu líder onipresente.

Temos profissionais capazes e comprometidos em ascendência na estrutura do judiciário. Nem tudo está perdido. O TSE, STJ e o STF passam a situação de alerta máximo para que não perca em definitivo a confiança do povo brasileiro. Esses tribunais estarão diante de temas cruciais para atender o clamor da população brasileira. A ficha limpa para candidatos a cargos eletivos, a prisão após a condenação em segunda instância e o fim do foro privilegiado para os políticos, dentre outros. As decisões não podem ser circunstanciais para que não caiam em descrédito.

Aos desavisados de qualquer tendência ideológica o recado está dado. Os brasileiros de boa fé não aceitarão a radicalização política em detrimento do funcionamento regular das instituições democráticas. Os arroubos autoritários de Lula, Dilma, Gleisi, Lindbergh, Stedile e outros tresloucados estão com os dias contados. Para apaziguar a desobediência civil existe a disciplina militar. Está previsto na Constituição Federal.

O Brasil jamais será uma Venezuela!